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| Organizações em Contexto nº6 | |||||||||
| Ficha
Técnica ISSN 0103-801X Livro em português BROCHURA 2ª Edição 2007 255 pág. 16 x 23 cm R$ 22,00 |
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"Porque já passou o inverno e já se foram, Organizações em Contexto n. 6, apresenta o inebriante exercício
da liberdade no discurso acadêmico para aqueles que aprenderam
com Marcuse, no qual em uma sociedade pacificada, é
possível um novo tipo de conhecimento por meio de uma nova
sensibilidade e uma nova razão. O Iluminismo, segundo Kant, é a
superação da minoridade do homem; Iluminismo é Mundigkeit,
maioridade que exige coragem no uso da razão, autonomia e
busca do verdadeiro significado da atuação na pesquisa científica
e na divulgação de seus resultados. O mundo moderno trouxe-nos o desencanto fatal entre o
desenvolvimento das técnicas e uma ordem social, que não se
renova. Walter Benjamim descreveu a angústia mítica da humanidade
presa a uma constante e intercambiável expressão do
velho no novo, na repetição de construções fantasmagóricas e
fetichistas. Para Benjamim, somos incapazes de invejar o futuro. É
o que poderia ter sido que fustiga nossos desejos, pensamos em um
passado que gostaríamos de reconstruir. Assim, libertar-se da história, já contada, é livrar-se do mito,
é tornar-se livre para recriá-la. O perfume da liberdade necessita
ultrapassar a felicidade comum dos mesmos dias. O perfume
precisa nos elevar, nos inspirar, pois a natureza é messiânica e
existe em total fugacidade. A metáfora é o acaso, é a indeterminação, é a história ainda
não contada, a qual procuramos repetir, eternamente, presos aos
contos de fada. A metonímia vai da parte ao todo, do continente
ao conteúdo, da liberdade acadêmica ao fruto do nosso trabalho de
pesquisa, do perfume ao lírio plantado. Na pós-modernidade, estamos presos a uma subjetivação que
leva à destruição moral, é uma sujeição do indivíduo ao poder de
várias instâncias estratégicas. É preciso, pois, fazer da des-subjetivação
uma imanência em exercício, um humanismo que se repensa
e aceita novos desafios. A libertação máxima da imaginação criadora
tem como correlato a aniquilação do sujeito. Cabe às organizações
contemporâneas pensar o contexto do sublime, como Kant,
Bachelard, pensar a intuição e novas formas de ação solidária,
pensar uma estratégia de estranhamento, de decifração, uma nova
linguagem, que não seja exclusividade delas - das organizações -,
mas sim domada pelo administrador, em luta constante, contra o
princípio do sujeito do poder que é uma idéia velada. As organizações
precisam reverter a invasão de privacidades, a manipulação
manifesta de valores, criando um mundo belo, indissociável da
ética, criando sua autonomia em "um mundo-outro", que se apresenta
e se torna promessa de felicidade renovada, que aponta o
caminho da utópica redenção da sociedade. Para tanto, é preciso
assumir riscos, construir fazendas, recriar as fábricas, repensar e
redesenhar comportamentos humanos, infra-estrutura tecnológica e
novas arquiteturas. As organizações em contexto contemporâneo expandirão
serviços, educação, gerirão uma saúde de qualidade e a custos
acessíveis. Tudo será possível, se nossa linguagem mudar. Acompanhem
nossos autores, que auxiliam no entendimento dessa nova
concepção de gestores e de ações compartilhadas. Tenham todos uma boa leitura! APRESENTAÇÃO Marly Cavalcanti |
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