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| Mídia, Regionalismo e Cultura | ||||||||||
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Ficha
Técnica ISBN 85-87589-27-X Livro em português BROCHURA 2003 343 pág. 16 x 23 cm R$ 32,00 |
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| Organizadores José Marques de Melo Cicilia M. Krohling Peruzzo Waldemar Luiz Kunsch |
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Prefácio Tania Mariza Kuchenbecker Rösing "A
ciência pode classificar e nomear
Os insistentes pedidos dos dirigentes universitários, especialmente dos pró-reitores de pesquisa e pós-graduação, às autoridades educacionais, especialmente as ligadas à Capes - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, do Ministério da Educação, intensificados na segunda metade dos anos 1990, resultou na descentralização de atividades promovidas por centros de excelência, aproximando-os de instituições com necessidade de qualificação e de titulação de seus professores, viabilizando a realização de cursos de mestrado interinstitucionais em diferentes áreas do conhecimento, capazes de propiciar a formação e a qualificação do pessoal docente.
Deve-se reconhecer o esforço dos primeiros professores desses três cursos, o que não era suficiente para receberem o reconhecimento acadêmico, sem a formação em nível de mestrado. Outro fator importante nesse caso era a localização do Curso de Mestrado em Comunicação Social da Umesp na região Sudeste, tão distante de Passo Fundo, cidade localizada ao norte do Rio Grande do Sul. A riqueza dessa relação interinstitucional viria do cotejo entre as realidades vivenciadas pelos professores pesquisadores da Umesp na Grande São Paulo e as propostas de dissertação de mestrado dos futuros mestrandos, cuja experiência docente era inicial e cujas relações com o mercado de trabalho na área não propiciava experiências mais regionalizadas. É importante salientar que os meios de comunicação de massa interagem com seus públicos, num verdadeiro processo de aproximação e de atendimento às reivindicações dos ouvintes, espectadores, leitores. Esses veículos passam a assumir um papel de proteção aos injustiçados, o que determina novas características aos profissionais que, ao concluírem seus cursos, ingressam no mercado de trabalho, cujas mudanças são muito rápidas. Há que se referir, também, as inovações tecnológicas que têm atingido esses veículos, impondo um processo de formação de professores que garanta uma versatilidade na manipulação dos mesmos e uma determinação na busca das informações necessárias para, junto com seus alunos, num verdadeiro processo de aprendizagem coletiva e compartilhada, acompanharem as mudanças e implementarem as transformações emergentes nos diferentes cursos da área de Comunicação Social. Há um compromisso com a construção da cidadania desses profissionais, através da reprodução de conhecimentos e da construção de novos, o que, certamente, determinaria novas atitudes desses professores e de seus alunos nas diferentes áreas abrangidas por esse curso. A transferência de um curso de mestrado em Comunicação Social de um grande centro para o interior do Brasil permitiu que fossem examinadas as raízes da população localizada na cidade e na região de Passo Fundo, no norte do Rio Grande do Sul, despertando nos mestrandos uma curiosidade em relação ao resgate da história da comunicação, das características do jornalismo praticado na região tomada em sentido mais amplo, das peculiaridades dos jornalistas e dos radialistas que construíram essa história, da manutenção ideológica e financeira desses meios, além das manifestações culturais específicas veiculadas em jornais e rádios que atravessaram décadas carregando e ajudando a construir a historicidade das diferentes populações. Provocou, também, nos mestrandos um desejo de realizar estudos investigativos acerca de produtos publicitários específicos sobre marcas determinadas, mais conhecidas na Região Sul, além de serem desenvolvidos estudos sobre performances de animadores de programas nacionais de televisão, ampliando a extensão dos estudos. Essas atividades ocasionaram uma relação interdisciplinar em alguns estudos, demonstrando a necessária interconexão entre as áreas do saber, o que, sem dúvida, modificou a atitude individual de alguns professores da área da Comunicação Social, não apenas em suas investigações, mas, especialmente, em suas atividades docentes, resultando numa tentativa de transformação do comportamento dos futuros profissionais dessa importante área do conhecimento, plena de relações interpessoais e interinstitucionais. As ações do Ministério da Educação precisam basear-se num olhar cuidadoso sobre a diversidade das instituições de ensino superior brasileiras, suas necessidades, seus anseios em função dos espaços regionais que ocupam, contemplando, desse modo, a heterogeneidade que as mesmas representam, sem desconsiderar o importante trabalho que desenvolvem em cada região relativamente à formação de profissionais para o mercado de trabalho. Para que isso se efetive, é necessária não apenas a titulação dos docentes, mas a continuidade de sua formação em níveis mais adiantados, para que se garanta uma qualidade crescente no trabalho docente responsável pela formação de profissionais que, imediatamente após a conclusão de seus cursos de graduação, precisam entrar no mercado de trabalho, ainda impossibilitados de freqüentar cursos de especialização por falta de recursos financeiros. Essa realidade aponta para a necessidade crescente de os cursos de Comunicação Social encontrarem meios de trabalhar juntos, cabendo aos centros de excelência liderar as mudanças necessárias nos currículos, no direcionamento de monografias, de dissertações, de teses, auscultando, através de fóruns regionais, cursos em fase inicial de implantação. Dessa forma, estar-se-ão desenvolvendo verdadeiras parcerias, cujas iniciativas viabilizarão uma atividade conjunta, onde a aprendizagem pode ser desenvolvida coletiva e compartilhadamente, num trabalho que, certamente, determinará avanços na área da Comunicação Social mais harmonicamente. Esse diálogo permanente, o intercâmbio de experiências, a divulgação de ações investigativas permitirá a criação de um ambiente social, político e cultural capaz de se constituir numa grande força para eliminar obstáculos e provocar avanços numa sociedade globalizada, repleta de informações que, se não selecionadas, deixarão de ser transformadas em conhecimentos necessários ao desenvolvimento, especialmente, da área da Comunicação Social. Muitas mudanças estão tentando se impor com o advento da internet em todas as áreas, provocando interferências inclusive no jornalismo, na publicidade/propaganda, no radialismo. A materialidade dos objetos é substituída pela abstração. Segundo Chartier, "mais e mais devemos reconhecer a existência dessa comunidade abstrata, mas sempre tentando manter os ambientes onde existe a palavra viva, como a escola, a biblioteca, a praça e outros lugares que pertencem à comunidade. Precisamos de espaços públicos nos quais se possa intercambiar idéias e opiniões. Temos de retornar às formas de sociabilidade que existiam no passado, Precisamos de espaços onde democraticamente haja intercâmbio de pensamento." Desejamos continuar contando com o apoio da Universidade Metodista de São Paulo em toda a sua abrangência, a fim de que, na perspectiva de comunidade de aprendizes, em que todos nos devemos constituir cada vez mais, possamos todos contribuir para a melhoria de diferentes segmentos da sociedade brasileira. Vencida a batalha da qualificação e da titulação de professores, outras necessidades estão a preocupar as instituições de ensino superior: cursos e faculdades em profusão estão surgindo sem nenhum rigor na formação de seus professores, na oferta de infra-estrutura compatível com as características específicas de cada curso, sem bibliotecas com acervo multimidial em conformidade com as imposições dos novos tempos. Quase que tardiamente, é hora de provocar um grande debate nacional para que as diferentes instâncias do Ministério da Educação repensem, com maior critério e responsabilidade, a abertura de cursos que, se não estão de acordo com as peculiaridades do nível superior, estão, no mínimo provocando uma ilusão de formação plena aos alunos que neles buscam uma garantia para seu futuro, maculando o processo de construção da cidadania. Prefácio
Prólogo Introdução
Primeira Parte Jornalismo: Do Ensino Ao Mercado A Estética
Da Mercadoria Jornalística Fotojornalismo E Ética:
A Reinvenção Da Realidade Moacir Pereira: Pioneiro
Do Ensino De Jornalismo Em Santa Catarina Semear Notícias
Para Colher Desenvolvimento Segunda Parte, Rádio: Da História Às Especificidades Regionais Landell De Moura:
Precursor Da Radiodifusão O Rádio De
Fronteira E O Mercosul O Rádio Nos
Assentamentos Rurais
Terceira Parte, Televisão: Produçâo, Recepção E Internacionalização Os Jovens E A Recepção
Da Publicidade Televisiva Uma Leitura Do Merchandising
Direcionado Às Crianças Em Programas De Televisão A Internacionalização
Dos Grupos Midiáticos Latino-Americanos Quarta Parte, Mídia E Cultura Regional Gaúcha Do Impresso Ao Televisivo:
Rio Grande Do Sul - Um Século De História Na Pele Da Imagem:
O Mito Do Gaúcho Em O Tempo E O Vento Movimento Tradicionalista
Gaúcho: A Cultura Sulina Nas Rádios Da Campanha Quinta Parte, Pluralidade Do Saber Pluralismo E Integração Do Saber As Instituições Universidade Metodista De São Paulo Universidade De Passo Fundo
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